sexta-feira, agosto 21, 2009

Academic Series #3

Semiótica: Análise semiótica do filme "Roma" de Fellini.

A cacofonia da cidade de Roma é representada não apenas pela sinfonia destoante de seus sons, mas também pelas imagens de seu cotidiano.
Ao invés de revelar a Roma em que vivia, do presente e de sua infância, utilizando uma história linear clássica Fellini deixa que a cidade mostre-se por si mesma através de seus sons e imagens. Tornando, inclusive, a figura do narrador e de personagens fixos desnecessários para seu objetivo.
A verdadeira Roma nos é mostrada, a Roma de seus moradores, dos pobres, dos trabalhadores.
A Roma mítica, a Roma dos turistas é deixada de lado, ignorada.
A cidade nos é mostrada sob a visão virgem de um forasteiro, sob os olhares analíticos e objetivos de um jornalista e de uma equipe de documentaristas que vêem a cidade como se estivessem alheios a ela. Porém somos guiados pelas mãos e pela mente de um verdadeiro romano, nascido e criado ali, profundo conhecedor de todos os seus aspectos.
A confusão da cidade é evidenciada através de ambientes claustrofóbicos, escuros e barulhentos, repletos de pessoas ocupando todos os espaços.
Todos os ambientes são assim, desde a escola, a estação de trem, o subúrbio, as ruas e restaurantes, o teatro e os bordéis populares ou de alta classe do início dos anos 1940 até o caótico trânsito, as ruas e restaurantes, as obras do metrô e as praças do início dos anos 1970. Até mesmo um inicialmente calmo parque arborizado é rapidamente tomado por barulhentas turistas americanas.
Por todo lugar barulho, sujeira, confusão e com uma multidão em volta que grita, canta e blasfema ao mesmo tempo.
Tudo isso em confluência com o passado histórico da cidade, berço de um dos maiores e mais importantes impérios da história ocidental.
Estátuas cortadas, ruínas romanas, palácios e obras renascentistas em meio ao caos urbano de uma cidade em guerra, em um tempo, e de uma metrópole inflada, em outro.
A primeira imagem de Roma é uma pedra milenar no campo.
César divide espaço com o ufanismo fascista de Mussolini. E mesmo em 1970 pôsteres de propaganda política cobrem todas as paredes trazendo imagens de líderes em perfil remetendo aos perfis dos césares nas moedas do passado.
Motocicletas cortam em alta velocidade os monumentos de onde se ergueu a civilização moderna ocidental.
As mais belas obras criadas pelo homem circundam as feias, sujas e escuras vielas romanas.
O velho e o novo, onde de dia passam bondes de noite passam ovelhas, onde deveriam passar carros passam vacas que terminam mortas e ensanguentadas no asfalto.
O metrô corre junto de catacumbas e verdadeiras cidades subterrâneas.
A modernidade não deixa espaços para o passado, a imaculada casa romana de dois mil anos sucumbe ao simples contato com o metrô.
Os belos e coloridos afrescos são rapidamente corroídos ao entrar em contato com o ar externo e desaparecem diante dos nossos olhos.
As pessoas são feias, sujas, mal cuidadas e barulhentas, sejam as que vivem na iminência da segunda guerra ou as contemporâneas do boom econômico dos anos 1970.
Tudo o que é belo vem de fora ou de um passado imemoriável.
Roma também abriga a Cidade do Vaticano, portanto a Igreja é parte intrínseca da cidade e como tal também suja. O Papa dorme por trás de seus óculos escuros em um palácio empoeirado, escuro e decadente. Palácio de uma princesa envelhecida que chora.
Segue-se um desfile de roupas eclesiásticas. O ambiente escuro e claustrofóbico é cercado por membros do clero. Uma figura encapuzada toma o centro.
A igreja é sintetizada num desfile de moda bizarro, escuro e mórbido, em vão tentando entrar no mundo moderno com padres em roupas da moda sobre patins e bicicletas.
Uma igreja que vive de aparências com um desfile de roupas vestidas por ninguém, vazias, roupas brilhantes e com luzes piscantes.
O endeusamento de uma figura definhada, representando o papa, cercada por um palácio dourado e criados fanáticos em transe.
Figuras distorcidas, desfiguradas, envelhecidas, decadentes, uma carruagem de esqueletos e caveiras evidenciam o atraso, os pecados, o comprometimento e a influência destrutiva na sociedade de uma instituição que deveria simbolizar a vida, mas representa a morte.
Tudo acompanhado de uma música destoante que torna a experiência ainda mais incômoda.
Ao longo de todo o filme espelhos são mostrados e distribuídos por todos os lugares nos lembrando quem afinal é responsável por moldar a face da cidade, nós mesmos.
A maior concentração de espelhos e superfícies refletoras é justamente no desfile de moda eclesiástica. Afinal a igreja não passa de um espelho da sociedade onde ela está inserida.
Roma é seu próprio povo, seus moradores, seus governantes, sua história e a Igreja entranhada dentro dela.
Não é o que ela tem, o que ela foi ou onde ela está que faz uma cidade e sim quem está nela.
Nos trinta anos que o filme nos mostra, por mais distintas que sejam as situações em que a cidade, ou a Itália, se encontra ela na verdade pouco ou nada muda.
“É esta a cidade das ilusões. É uma cidade, antes de tudo, da Igreja, do governo, dos filmes. Todos fabricantes de ilusões.” Essa é a síntese do que nos é mostrado nas duas horas de filme. Uma ilusão que nos é desnudada e desmitificada aos poucos até enxergarmos por trás do véu sem que uma palavra tenha que ser dita.

quinta-feira, agosto 20, 2009

Academic Series #2

História do Cinema: A Verdade e o Neo-realismo Italiano.

I – Introdução.

A herança deixada pelo neorealismo italiano na história do cinema é incalculável.
Seu estabelecimento determina a morte do cinema clássico narrativo e o nascimento do cinema moderno. Sua estética ainda hoje molda grande parte da cinematografia mundial.
Esse trabalho analisará penas um pequeno fragmento dela: “A Verdade”.
Pegando quatro filmes posteriores ao neorealismo analisarei neles a marca deixada por esse movimento na manifestação, estetização e projeção da verdade.
Dois desses filmes adotando literalmente uma estética neorealista para transmitir sua história, seus conceitos. Adaptando aos tempos atuais a natureza do cinema italiano pós segunda guerra.
Um deles adotando parte de sua estética para a legitimização de sua natureza fantástica.
E por último um que se utiliza de outros valores para transmitir a mesma ideia.

II – Análise.

1. Da Verdade Neorealista


“Entre os Muros da Escola” e “O Filho” são filmes de temática completamente diferentes.
Enquanto “O Filho” acompanha um pai, que dá aulas profissionalizantes para jovens infratores, tendo que lidar mais uma vez com a morte de seu filho quando seu assassino torna-se um de seus alunos. “Entre os Muros da Escola” acompanha um professor de uma escola pública francesa durante um ano de uma turma de sétima série.
Esteticamente, porém, são filmes irmãos.
Diriam que ambos adotam uma postura quase que documental, baseando-se nos documentários para estabelecerem sua estética.
No entanto esquecem-se que a estética documentarista moderna nasce com o neorealismo italiano.
Ambos filmes fundamentam-se no “Real”, na “Verdade”, para funcionarem como história. Nenhum deles seria factível, e portanto perderiam toda sua dramaticidade implícita, não fabricada, se o espectador não acreditasse piamente naquilo como verdadeiro. Como se aquilo realmente não tivesse se desenrolado diante das câmeras, sem artificialização, sem qualificação.
Foram, então, beber na fonte da estética realista do cinema ocidental, o neorealismo italiano.
“O Filho” rejeita quase que completamente a montagem, é um filme de planos sequências. A única função da câmera é seguir o personagem principal através de seus dilemas mentais, sem jamais interferir.
Durante boa parte do filme podemos apenas contemplar suas costas enquanto ele vai à algum lugar. Não há intromissão ou manipulação, nem mesmo no tempo, não há atalhos enquanto o personagem principal revisita a morte de seu próprio filho na convivência daquele que lhe tirou a vida.
O filme abandona , também, a trilha sonora, que se tornaria, no caso, apenas intrusiva. Não existe elaboração na fotografia, ele é todo filmado em locações, não há maquiagem, nada que nos lembre que nós estamos, na verdade, vendo um filme.
“Entre os Muros da Escola” adota essa mesma estratégia.
Sem utilizar-se de atores, cada aluno interpreta a si mesmo, com exceção àquele expulso, enquanto o professor é interpretado pelo próprio autor do livro que inspirou o filme.
O filme corre todo como se fosse um documentário, como se as câmeras simplesmente acompanhassem o dia a dia daquela sala de aula, de seu professor e da escola.
Toda uma estética é adotada para que o expectador creia que esteja testemunhando os fatos como que se estivessem a acontecer, com as câmeras simplesmente acontecendo de estar ali. Essa estética vem, mais uma vez, do neorealismo.
Como em “O Filho” não há cenários, figurinos, maquiagem (cada espinha é visível no rosto de cada adolescente), trilha sonora ou qualquer outra artificialização.
Se somos levados a crer que aquilo realmente é verdade é porque nós fomos criados, e já estamos acostumados a ver essa abordagem em reportagens e documentários, em oposição à estética hollywoodiana de show e entretenimento.
E toda a estética do documentário moderno foi moldada por aquilo que o neorealismo estabeleceu como sendo verdade.
Qualquer coisa mostrada como real, mesmo que não real, é aceita pelo público como tal, já que a generalidade da cinematografia mundial o dirige nessa direção.
A verdade neorealista tornou-se a verdade geral ao ser incorporada e adotada pela indústria cinematográfica como um todo.
Os dois filmes incorporam isso à sua temática e usam como trunfo para contar sua história.
Você vê o sofrimento de um pai, você vê toda uma escola francesa, não apenas sua representação. Tudo isso do impacto causado pelo neorealismo e nas raízes profundas deixadas por ele.


2. De uma outra Verdade


O neorealismo é o nascimento do cinema moderno, mas sua estética não é a única a propor a verdade, o real.
Outras estéticas surgiram ao longo da história com suas próprias propostas, radicalizando a neorealista ou divergindo dela.
O movimento Dogma 95 é só um exemplo de radicalização, abolindo de forma completa tudo aquilo que o neorealismo evitava.
Mais interessante, porém, é observar como fantasias e ficções se apóiam numa estética para incutí-las de veracidade, que sua própria natureza fantástica as tira. Estética essa muitas vezes derivada daquela mesma estética vinda do neorealismo italiano, ou revestindo-se em outras para criar sua própria verdade.
Algumas fantasias só passam a funcionar como história a partir do momento em que o espectador aceita aquilo como sendo real, e no cinema elas precisam adotar estratégias para que isso aconteça.
Quando Alfonso Cuarón aceitou adaptar o livro “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban” para o cinema ele quis fazer algo diferente dos dois primeiros filmes. Ele acreditava que o sucesso da série de livros residia justamente na veracidade que ela trazia.
Ao contrário da maioria das fantasias com seus mundos, realidades e universos paralelos, o mundo de Hary Potter era palpável. Por mais fantástico que ele parecesse ele sempre se apresentava como real, e a autora havia trabalhado cuidadosamente para que isso acontecesse.
Cuarón achava que a única maneira de adaptar a obra com sucesso seria conseguindo levar esse espírito para as telas do cinema.
Para isso ele adotou suas próprias estratégias.
Primeiramente ele eliminou ao máximo a utilização de efeitos de computador, algo impensável numa produção hollywoodiana, tudo o que pudesse ser feito diretamente na frente das câmeras seria feito. Vários truques reais de ilusionismo foram adicionados ao longo do filme, mesmo a criação das criaturas conhecidas como dementadores só foi feita em cgi após sucessivas tentativas fracassadas de fazê-los de outra maneira.
Em segundo lugar ele abandonou a alegre fotografia utilizada nos filmes anteriores e a substituiu por uma mais escura e compatível com o ambiente cinzento, frio e chuvoso em que se passa a história.
Em terceiro, ele alterou o figurino, as próprias roupas do trio principal de atores passou a fazer parte das cenas. E até mesmo na impossibilidade de se retirar os uniformes durante as cenas das aulas ele pediu que cada ator o vestisse de um jeito diferente, à sua própria maneira.
As cenas foram, ao seu máximo, filmadas em locações pela Inglaterra e Escócia em detrimento de estúdios.
Cenas cotidianas e banais foram incluídas ao longo da história e travellings passaram a ser utilizados para exemplificar a passagem do tempo, acabando com o tom episódico dos longas anteriores.
Como se não bastasse, ao próprio tema musical principal do filme foi adicionado uma justificativa diegética para a sua introdução.
Alfonso cercou-se de referências estéticas do neorealismo e introduziu-as em meio a uma história fantástica para poder legitimizá-la. Para trazer o ambiente realista que estava procurando, para dar ao filme aquilo faltava aos anteriores: Verdade.
Como resultado obteve a adaptação mais fiel à história original dentre os filmes da série lançados, mesmo que seu roteiro seja o que mais fuja ao livro.
Outro recente filme de ficção que usa uma estratégia de projeção da verdade é a animação da Pixar “Wall-e”.
Um filme que mostra ainda mais coragem ao romper com padrões hollywoodianos por se tratar de uma animação destinada ao público infantil.
Toda a primeira parte do filme se passa como um filme mudo, sendo os únicos “diálogos” compostos pelos sons do robô Wall-e.
Ambientada numa distopia futurista em que o planeta Terra se encontra totalmente devastado e consumido pelo lixo produzido pelo homem, ele é habitado apenas por um robô, responsável pela limpeza do planeta, o único ainda em funcionamento, e por, é claro, baratas.
A humanidade, isolada em uma estação espacial distante do que restou do planeta, se tornou obesa e com os músculos e membros atrofiados devido a não utilização.
O filme se vale de uma série de estratégias para imbuir de verdade, sua verdade, o público.
Ele exagera ao caricatural para mostrar o que a preguiça e a inatividade, física e mental, gera nas pessoas.
Curioso notar que enquanto todas as pessoas da história são dirigidas apenas pela futilidade e inatividade, o único ser dotado de emoções realmente humanas, como o amor, é um robô.
É um filme que se utiliza de uma estética diferente da neorealista para se estabelecer, mas que compartilha com o movimento a ideia que o cinema é uma forma de expressão voltada a criar a dignidade humana.
Se vale de outros meios para atingir o mesmo objetivo, levar uma verdade ao espectador.

quarta-feira, agosto 19, 2009

Academic Series #1

História do Cinema: "Aurora" de Murnau e a Sedução da Cidade.


O encanto e sedução da cidade já começam o filme estabelecidos. O marido, já caído de amores pela mulher da cidade despreza a própria esposa, com quem até então era feliz, e depena sua fazenda para manter seu romance.
Porém não é esse o encanto que o filme procura destacar. Nos EUA da década de vinte o campo representa unicamente o atraso e já não tem nada a oferecer, fazendeiros são tentados a deixarem sua condição por anúncios nos jornais de compra em dinheiro de suas propriedades.
O campo é só diversão passageira, retiro de férias.
O Marido, então, é convencido pela amante a assassinar sua esposa afogada e mudar-se com ela para a cidade. Ele, relutante, acata.
Os belos sapatos, que a amante faz questão de dar brilho antes de sair, afundam-se na lama ao revelar a verdadeira identidade de sua dona.
O poder da cidade é revelado depois.
Após não conseguir seguir o plano da mulher da cidade, o marido e a esposa vão parar na cidade. Ela desolada e temerosa de seu próprio marido, ele arrependido e buscando perdão.
É a cidade que os reconcilia. É ela que devolve a alegria que eles outrora possuíam. Com seus atrativos, com sua modernidade, com sua beleza. A igreja, e o casamento, servem como purgação, mas é a cidade que os trás de volta.
No retorno para casa age o destino. Uma tempestade repentina os atinge durante a travessia da água. O marido, que se recusara a jogar a esposa n’ água, agora vê isso como único desfecho possível.
Desesperado, ele amarra nela os gravetos entregues pela amante para que ele salvasse a própria vida após matar a esposa.
No fim ela não milagrosamente surge intacta, o que a salva é justamente o símbolo de seu assassinato.
Seus cabelos louros até então mostrados apenas bem presos, fato enfatizado pelo filme, são finalmente vistos soltos. Ondulados, eles emolduram o seu rosto conferindo-a uma aparência angelical.

domingo, julho 05, 2009

Filosofia de Banheiro Vol. 2

Eu não consigo entender esse negócio de as mulheres reclamarem que os homens não abaixam o assento do vaso depois de usarem.
Afinal de contas a dificuldade que os homens teriam em abaixar é exatamente a mesma que elas tem em levantar, então por que a prioridade é delas a ponto de se revoltarem com isso?
A lógica não concorda, mesmo porque, caso uma mulher, distraidamente, sente-se num vaso com o assento levantado as consequências são infinitamente menores do que, por exemplo, um homem, dotado de igual distração, faça xixi com o assento abaixado, molhando, emporcalhando e destruindo todo o ambiente wcístico.
A inconveniência de ser obrigado a levantar é a mesma de ser obrigado a abaixar.
Além do mais existe um agravante agravadíssimo! Existe sobre o assento uma coisa chamada tampa.
Vejam bem, tampa do assento, e não, como algumas mulheres gostariam de pensar que fosse, encosto do assento, que eu, particularmente, gosto que seja mantida abaixada.
Revoltam-se com a incapacidade alheia de não abaixar o assento enquanto, literalmente no caso, sentam-se sobre os próprios rabos e não são capazes de abaixar a tampa.
Portanto, parem de reclamar.
E abaixem a porra da tampa.

quinta-feira, julho 02, 2009

#forasarney

Sou só eu que acha a coisa mais ridícula do mundo essa história do #forasarney no twitter?
Faz quantos anos já que eu fiz um post sobre o Sarney?
Mas é o sinal dos novos tempos.
Se as pessoas pelo menos tivessem algo a dizer.
Mas para que tentar raciocinar se é mais fácil escrever "#forasarney"?
Merda de twitter.

quarta-feira, junho 03, 2009

terça-feira, junho 02, 2009

+ Filmes ou The Dark of the Matine

12/50. Twitter style.


Flashback:

"Os filmes estão na ordem em que foram assistidos [...] e acompanhados de uma classificação que vai de uma (*) a cinco (*****) estrelas. Essa classificação é apenas um indicativo de quanto eu gostei do filme, não é nem de longe uma análise. Alguns filmes vem acompanhados do símbolo #, isso quer dizer que foi a primeira vez que eu o assisti, e os que possuem refilmagens ou mais de uma versão estão seguidos da data da versão assistida.Os filmes que eu assisti mais de uma vez esse ano foram colocados apenas uma vez."


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Nero ou a Queda de Roma *** #
The Girl and Her Trust *** #
O Cão Andaluz **** #
Chuva ***** #
Chaplin ****
Wimbledon - O Jogo do Amor ***
Harry Potter e a Ordem da Fênix ****
Carandiru **
X-Men Origens - Wolverine *** #
Star Trek **** #
Aurora **** #
Budapeste **** #

segunda-feira, junho 01, 2009

Adimirável mundo novo

E de repente, puf, a luz do quarto apaga.
Tensão.
Terá a energia acabado?
Olho para baixo e vejo a luz do notebook indicando que ele está ligado na rede elétrica.
Olho para cima, vejo o modem iluminado e a luz de stand-by da tv acessa.
Relaxo.
"Queimou a luz" penso.
Ledo engano.
Vou até o closet pegar a lâmpada de lá, no momento não utilizada, e colocar no lugar da do quarto.
Faço a troca.
Aperto o interruptor.
Nada.
Tensão.
Falta de tensão, no caso.
"A merda do fio deve ter se soltado" penso eu com raiva.
"Agora só amanhã, porque para enxergar no escuro só nos quadrinhos" concluo.
Devolvo as lâmpadas a seus respectivos lugares.
Deito-me no escuro.
Em pensar que no twitter o post teria sido "Lâmpado do quarto apagou. Fio com mau contato, só dá pra arrumar amanhã."

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Now playing: Belle & Sebastian - Stay Loose
via FoxyTunes

terça-feira, maio 26, 2009

Cochilar com Deus

Da maravilhosa Cléo:

Senhor, eu não sei muito bem como começar. Pensei em escrever uma carta, mas a verdade é que temi que nenhum anjo aparecesse para levá-la ao Senhor. Quando eu era pequena, me disseram que os anjos eram os mensageiros do Senhor, e que por isso eles entregavam mensagens importantes Suas para nós. (Aproveito a oportunidade para Te dizer que em algum lugar aí do céu deve ter um tantão de mensagens Suas para mim. Acho que os anjos encarregados de trazê-las a mim se esqueceram, ou não encontraram meu endereço, porque nunca as recebi. Mas não estou reclamando, Senhor, porque meu pai me disse que a gente não deve cobrar nada, já que o Senhor já nos deu o maior presente, a vida.) Mas nunca me disseram se eles faziam o contrário. Então, como o assunto é urgente, preferi tentar conversar diretamente com o Senhor. É uma tarefa difícil, eu sei, porque também me disseram que era preciso que Jesus intermediasse a nossa conversa. Mas temo não ter muito tempo, então, até que eu conseguisse entrar em contato com Jesus, e Ele conseguisse marcar um encontro meu com o Senhor, talvez pudesse ser tarde demais.

[Continue lendo].

sábado, maio 02, 2009

+ Filmes ou The Dark of the Matine

Acho que todo mundo já sabe como funciona.
O único problema é que a lista perdeu a necessidade de ser mensal.
Então, de janeiro até aqui, temos os seguintes 38:

Flashback:

"Os filmes estão na ordem em que foram assistidos [...] e acompanhados de uma classificação que vai de uma (*) a cinco (*****) estrelas. Essa classificação é apenas um indicativo de quanto eu gostei do filme, não é nem de longe uma análise. Alguns filmes vem acompanhados do símbolo #, isso quer dizer que foi a primeira vez que eu o assisti, e os que possuem refilmagens ou mais de uma versão estão seguidos da data da versão assistida.Os filmes que eu assisti mais de uma vez esse ano foram colocados apenas uma vez."


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Sete Vidas **** #
O Dia em que a Terra Parou (2008) **** #
A Troca **** #
O Curioso Caso de Benjamin Button **** #
Eu, Robô ****
Foi Apenas um Sonho ***** #
Match Point - Ponto Final *****
Milk **** #
Seis Dias e Sete Noites *
Como se Fosse a Primeira Vez *** #
Filhos da Esperança *****
Almas Gêmeas ***** #
O Piano *** #
Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto *** #
O Espelho **** #
Em Busca da Terra do Nunca *****
Watchmen - O Filme **** #
O Triunfo do Amor * #
O Gangster ****
Arquivo X - Eu Quero Acreditar *** #
O Cheiro do Ralo **** #
Rebobine, Por Favor ***** #
Os Normais - O Filme ****
Sinédoque, Nova York ***** #
Batman - O Cavaleiro das Trevas *****
11 Homens e um Segredo (2001) *****
12 Homens e outro Segredo *****
Hora de Voltar *****
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças *****
Fonte da Vida *****
Violência Gratuita (2007) **** #
Pagando Bem quem Mal Tem *** #
O Justiceiro ** #
Ensaio sobre a Cegueira *****
De Volta para o Futuro *****
De Volta para o Futuro Parte 2 *****
De Volta para o Futuro Parte 3 *****
Quem Quer Ser um Milionário? *** #

segunda-feira, abril 27, 2009

Fragmentos d'um Dia Ordinário

Ou Atestado de Não-Criatividade.

Água, rádio, pó, privacidade, individual.
Fosso.
Quatro pés, formosura, verde nostalgia, negros resíduos.
Desalinho.
Dimensionar, horizonte interrompido, detalhe, beleza idealizada, custo da verdade, alma, trepadeira, olhos nus, cenas fortuitas.
Bailarinas.
Novos padrões, reais, declínio geral, ornamentos medíocres.
Novo.
Simetria.
Afastamento deliberado, apogeu, angústia, zero, enfim.
Contornos firmes, claro encanto, mutável ordem.
Movimentos futuros.
Convergem, antinatural, arte, cidade, revolução, esforço progressista, funcionalidade decorativa.
Espiritualidade, vanguarda, vazio.
Radical.
Urbano, estrutural, manofatura, utopia, colunas, ideologia.
Miserável testemunho, segunda natureza.
Imagem.
Deprimente realidade, articulação construtiva, guerra e paz.
Excêntrico banal, banalidade excêntrica.
Recolhe.
Beijo esperado.
Maçante distorção, cuidadosamente exagerada, cores vívidas.
Bisão.
Imagens alucinadas, visões retidas, cores escuras.
Dor.

Sem título

Sempre se vê o invisível em nós.
O indizível.
Esconder-se torna-se inútil. Fútil.
Futilidade intrínseca.
Segredos escancarados.
Comercializados.
Nula privacidade.
Idade.
Feminilidade.
Nua.
Sua nudez é de todos.
Nossa.
Crianças adultas.
Adultos infantes.
Privilégio de ser. Social.
Sociedade.
Civilidade.
Cruel.
Infiel.
Mercador d' alma.
Verdade Ilusória.
Onírico real.
Virtualidade pintada.
Sou.
São.
Somos.
Mortos.
Caminhando sem saber-se enterrar.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

De Tudo Sobre Nada

O que o tédio não faz com as pessoas?
A falta do que fazer até me trouxe de volta à esse (semi) falecido blog.
Deve ser o efeito de ficar ouvindo Belle and Sebastian sem parar por dias seguidos.
Mas, puts, Belle and Sebastian é foda demais.
Sérião.
E puta que o pariu, faz um tempão que eu estou com vontade de comer bolinho de chuva, mas quem diabos se habilita a fazer pra mim? Absolutamente ninguém!
Ah, e eu estou de mudança pra Curitiba, também conhecida como a capital do Paraná. Faculdade, faculdade, faculdade. De cinema, olhem só.
Ademais, eu juro que em março eu publico a lista de filmes assistidos no ano, não que ela seja lá grande coisa.
Em notas estranhas existe o fato de que ultimamente eu venho com uma certa aversão a comer frituras, especialmente as mais gordurosas. Inclusive pastéis. O que para uma pessoa que praticamente sobrevivia de pastel do longínquo ano de 2008.
Sei lá, devo ter enjoado.
Escrever que é bom eu não tenho feito mais. Se bem que "Conto de Amor" é foda demais e vale por anos e anos de escrita.
E chega.

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Now playing: Belle & Sebastian - Step Into My Office, Baby
via FoxyTunes

sábado, janeiro 31, 2009

+ Filmes ou The Dark of the Matine

A vergonha do ano passado. 90.

Flashback:

"Os filmes estão na ordem em que foram assistidos [...] e acompanhados de uma classificação que vai de uma (*) a cinco (*****) estrelas. Essa classificação é apenas um indicativo de quanto eu gostei do filme, não é nem de longe uma análise. Alguns filmes vem acompanhados do símbolo #, isso quer dizer que foi a primeira vez que eu o assisti, e os que possuem refilmagens ou mais de uma versão estão seguidos da data da versão assistida.Os filmes que eu assisti mais de uma vez esse ano foram colocados apenas uma vez."


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Não Estou Lá ***** #
Festa de Família **** #
Super Herói - O Filme ** #
P.S. Eu te Amo *** #
A Queda - As Últimas Horas de Hitler *****
São Paulo Sociedade Anônima ***** #
Ensaio Sobre a Cegueira ***** #
O Fabuloso Destino de Amelie Poulain *****
Eu, Robô ****
O Ano Passado em Marienbad ** #
La Jetée ***** #
Um Tira da Pesada ****
007 - Quantum of Solace *** #
Vicky Cristina Barcelona *** #
Curtindo A Vida Adoidado *****
Queime Depois de Ler ***** #
Lolita (1997) ****
Última Parada 174 **** #
Big Stan * #
Agente 86 **** #
O Caçador de Pipas *** #
Once **** #

segunda-feira, setembro 01, 2008

+ Filmes ou The Dark of the Matine

Olha que legal, continuo vendo menos filmes até que a minha cachorra.
7/69.
Pelo menos agora eu tenho a desculpa de que estou estudando. Tipo, de verdade. Ou não.

Flashback:

"Os filmes estão na ordem em que foram assistidos [...] e acompanhados de uma classificação que vai de uma (*) a cinco (*****) estrelas. Essa classificação é apenas um indicativo de quanto eu gostei do filme, não é nem de longe uma análise. Alguns filmes vem acompanhados do símbolo #, isso quer dizer que foi a primeira vez que eu o assisti, e os que possuem refilmagens ou mais de uma versão estão seguidos da data da versão assistida.Os filmes que eu assisti mais de uma vez esse ano foram colocados apenas uma vez."


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Ligados Pelo Crime ** #
Grace Is Gone **** #
Southland Tales: o Fim do Mundo * #
Um Beijo Roubado ***** #
Durval Discos **** #
O Crime do Padre Amaro **** #
Ladrões de Bicicleta **** #